sexta-feira, 16 de abril de 2010

Enciclopédias




Origem etimológica da palavra enciclopédia provém do grego enkyklopaideia (enkyklos = circulo; paidéia = educação, cultura), significando de acordo com CAMPELLO “um sistema ou círculo completo de educação, isto é, uma formação abrangente que incluía todos os ramos dos saber”. Depois utilizado para designar as obras que reunião informações sobre todos os ramos do saber.

Aristóteles é considerado o pai da enciclopédia, devido a um conjunto de obras que publicou abordando vários assuntos. Mas foi somente em 1559 que o termo enciclopédia apareceu.

A evolução das enciclopédias acompanhou as necessidades culturais e educacionais da sociedade. As primeiras eram reservadas para um publico erudito, só depois foram voltadas também para o publico leigo. Inicialmente eram arranjadas de maneira sistemática (por grandes assuntos), de acordo com critérios do autor. Surgiram depois enciclopédias com arranjo alfabético, o que foi muito criticado na época, alegando que dessa forma o conhecimento seria fragmentado. Mas a preferência ficou com o arranjo alfabético, que facilitava a consulta e reforçava seu papel de obra de referencia.

Com a necessidade de facilitar o acesso a informação pelos usuários, foram aperfeiçoados ou introduzidos alguns recursos: referencias (indicação de outros verbetes relacionados ao assunto pesquisado – ver também, palavra em destaque – links em caso de hipertexto), índices (agrupam verbetes separados pela ordem alfabética, indicam assuntos que não aparecem em verbetes independentes, em meio eletrônico proporciona, por exemplo, a lógica boleana), material ilustrativo (função de complementar e esclarecer o verbete, no meio eletrônico é enriquecido pelas multimídias)

A atualização das enciclopédias é um grande desafio para os editores, pois sempre há fatos políticos, geográficos e científicos acontecendo. Assim as grandes editoras mantém um corpo de colaboradores que fazem as revisões constantemente. Como uma enciclopédia é publicada em vários volumes, quando há necessidade é publicado um suplemento pela editora, com as atualizações pertinentes.

O corpo editorial de uma enciclopédia é composto por vários colaboradores. O prestigio de um a enciclopédia se deve à qualidade dos colaboradores, que são os mais conhecidos especialistas no assunto.

A tecnologia eletrônica trouxe à enciclopédia os recursos da multimídia (som, imagens fixas ou animadas, textos) e da hipertextualidade (navegação em links, links de assuntos relacionados, etc), propiciando uma maior interação entre usuário e informação. O usuário deve ficar atento para não se desviar muito da informação buscada, devido à grande gama de temas relacionados que é mostrado. As primeiras enciclopédias eletrônicas apareceram em CD-ROM (1985) e depois online via internet (1994); posteriormente surgiu o DVD, mas não teve muito sucesso devido a grande facilidade proporcionada pela internet.

Apesar de a enciclopédia ser de âmbito mundial, surgiram também enciclopédias com conteúdos voltados para determinados países. No Brasil houve algumas tentativas de se produzir uma enciclopédia brasileira, mas todas falharam. As enciclopédias presentes em nosso país são traduções de enciclopédias internacionais, algumas mais adaptadas as nossas necessidades. As mais conhecidas são: Larousse, Barsa e Mirador Internacional.

A identificação de uma boa enciclopédia no meio impresso ou eletrônico deve se basear em comentários críticos de resenhas publicadas em seções literárias de jornais e revistas gerais ou especializadas e com a análise da própria obra.


Referencia:

CAMPELLO, Bernadete. Enciclopédias. In: CAMPELLO, Bernadete; CALDEIRA, Paulo da Terra (Org). Introdução às fontes de informação. 2. ed. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2008. p 9-22.


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